13/07/2018

Especial de sexta: Alana

Escola sem mentiras

Escola é onde a criança aprende a ler, escrever e… a identificar fake news. É que o governo federal pretende incluir aulas de educação midiática no currículo do ensino infantil, básico médio a partir do ano que vem (a ideia, prevista na Base Nacional Comum Curricular, é que isso sirva para desenvolver o senso crítico nos alunos e os ajude a identificar notícias falsas). O tema chegou a ser discutido no Congresso Nacional, com integrantes dos três poderes e da sociedade civil, no começo de maio. Logo depois, um grupo de especialistas visitou a universidade de Coimbra, em Portugal, para ser capacitado. Agora é torcer para que a iniciativa seja implementada.

Quer saber mais?
Entenda o que propõe a nova Base Nacional Curricular ou assista a uma conversa sobre o tema, organizado pelo programa Escolas Transformadoras, do Instituto Alana

Quer ter uma ideia do que seria uma aula de fake news?
Um professor do interior paulista já tem colocado a ideia em prática

Jogo de dados

A discussão sobre a proteção de dados pessoais ganhou fôlego com o episódio envolvendo a empresa americana Cambridge Analytica, que usou informações de usuários do Facebook para ajudar a eleger Donald Trump nos Estados Unidos. O tema teve repercussão internacional – inclusive no Brasil. Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria a Lei Geral de Proteção de Dados (o PL ainda precisa ser votado no Senado). E por que isso diz respeito às crianças? Porque elas estão ainda mais vulneráveis do que os adultos no que compete ao rastro deixado na internet. Caso entre em vigor, a lei recém-aprovada na Câmara pode estabelecer, por exemplo, que as crianças tenham acesso a informações, em linguagem acessível, sobre o uso de seus dados.

Quer saber mais?
O Instituto Alana organizou uma discussão sobre o tema, disponível no YouTube

Quer conhecer o projeto de lei?
Ele está disponível no site da Câmara dos Deputados

Infância partida

Em fevereiro, o STF concedeu um habeas corpus coletivo. Determinava que mulheres grávidas ou com filhos de até 12 anos que estivessem presas em regime preventivo fossem transferidas para a prisão domiciliar – onde poderiam cuidar de suas crianças. A corte deu 60 dias para que os tribunais de justiça cumprissem a determinação. A ordem – que beneficiaria 10.600 mulheres – está longe de ser totalmente cumprida. Passados cinco meses da decisão, apenas 30% das mulheres foi beneficiada. A lentidão atrapalha as crianças, que poderiam crescer ao lado da mãe.

Quer saber mais?
O programa Prioridade Absoluta, do Alana, elenca os direitos fundamentais das crianças

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, através de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Será publicada entre março e agosto de 2018.