03/08/2018

Comendo bem para comer sempre

Rótulos não me definem

A letra é pequena, os aditivos nem sempre aparecem, e o excesso de ingredientes nocivos não é informado. É por isso que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estuda mudar os rótulos dos alimentos. Pela proposta – apoiada por um movimento da sociedade civil, pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Organização Pan-americana de Saúde -,  formas geométricas, como o triângulo, vão ser impressas nos rótulos, de maneira chamativa, para alertar os consumidores sobre o alto teor de gorduras, açúcar e sódio. O modelo chegou a ser testado com crianças (uma delas diz, num vídeo, depois de ver o novo desenho: “Essa bolacha, achei que ela era saudável, ela me enganou.”). O objetivo é que a nova rotulagem ajude a prevenir doenças crônicas como diabetes e obesidade.

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Conheça a campanha Rotulagem Adequada Já

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Leia pesquisa do Idec sobre a rotulagem de alimentos

Quer rir da tragédia?
O Greg News fez um programa especial sobre alimentos ultraprocessados

A farra dos refrigerantes

Você sabia que cada lata de refrigerante tem cerca de R$ 0,20 de incentivos tributários? E que, somados, esses incentivos – que deixam de ser arrecadados pela União – somam R$ 7 bilhões ao ano? Isso ocorre em função de uma política de isenção de impostos, iniciada na década de 1990, para incentivar a fixação de indústrias na Zona Franca de Manaus. Em maio, a Receita Federal aproveitou o período conturbado da greve dos caminhoneiros, para fazer com que o presidente Michel Temer assinasse um decreto para zerar os créditos desse tipo de imposto. A reação dos parlamentares foi imediata: dois meses depois, aprovaram um projeto, no Senado, para restituir os subsídios à indústria de refrigerantes. O texto segue para a Câmara. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde recomenda o aumento de impostos sobre os refrigerantes como uma das medidas para conter a obesidade infantil.

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Leia reportagem da ONU sobre a alimentação dos brasileiros

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Assine a petição – Não ao subsídio de refrigerantes

Ainda os refrigerantes

São dados do IBGE. Nos últimos 20 anos, o excesso de peso triplicou entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos. Para tentar remediar essa situação, foram propostos alguns projetos de lei que buscam proibir a venda de refrigerantes em escolas públicas e privadas. Um deles, de autoria do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), propõe a proibição de refrigerantes em escolas que tenham alunos do 1° ao 9° ano. Já foi aprovado na Comissão de Constituição de Justiça da Câmara – e agora aguarda votação no plenário. Outro, mais restritivo, propõe o fim da venda de qualquer bebida industrial que tenha açúcar ou edulcorante entre os ingredientes (ou seja: refrigerantes, achocolatados, sucos, chás). O projeto, de autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

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Conheça a campanha que pede o fim dos refrigerantes em escolas

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, através de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Será publicada entre março e agosto de 2018.