30/08/2018

Oito homens e um aumento

Com o Supremo, com tudo

Podem oito pessoas quebrar um país de 220 milhões de habitantes? Podem. Uma dessas pessoas se chama Michel. As outras se chamam Gilmar, Ricardo, Luiz, Marco Aurélio, Luís Roberto, Alexandre e José Antonio (sim, Dias Toffoli tem um nome). Os sete ministros do STF aprovaram, em plenário, o reajuste de 16,38% no próprio vencimento, que passará a ser de R$ 39 mil. O presidente da República – que é investigado em quatro processos – endossou a decisão, prometendo enviá-la para votação no Congresso. Para tentar diminuir o mal-estar, Temer e sua bancada propuseram acabar com o auxílio-moradia. Só não disseram que o efeito cascata do aumento vai gerar um impacto de R$ 1,1 bilhão por ano – muito mais do que será cortado com o fim do mimo.

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Entenda como o aumento do salário dos ministros do STF vai beneficiar também juízes federais e desembargadores

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Você pode dar um oi para cada um dos sete ministros que aprovaram o aumento camarada

Ricardo Lewandowski
gabinete.mrl@stf.jus.br

Marco Aurélio Mello
audienciagabmmam@stf.jus.br

Luís Roberto Barroso
audienciamlrb@stf.jus.br

Gilmar Mendes
audienciasgilmarmendes@stf.jus.br

Luiz Fux
gabineteluizfux@stf.jus.br

Alexandre de Moraes
gabmoraes@stf.jus.br

Dias Toffoli
gabmtoffoli@stf.jus.br

Ai, que SUS!

Foi sancionada nesta semana uma lei que obriga o SUS (Sistema Único de Saúde) a atender moradores de rua. A partir de agora, pessoas em situação de vulnerabilidade não poderão ter o atendimento negado, mesmo que não apresentem comprovante de residência ou documento de inscrição no SUS. O projeto inicial dos deputados Antonio Brito (PSD/BA) e Benedita da Silva (PT/RJ) versava sobre identidade visual do Sistema Único de Assistência Social. Após uma emenda do senador Eunício Oliveira (MDB-CE), passou a incluir os moradores de rua – que geralmente costumam ser atendidos por instituições filantrópicas.

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Entenda como funciona o SUS

Afasta de mim esse tóxico

Há dois anos, um vazamento de gás no Porto de Santos liberou uma nuvem tóxica que atingiu diversas cidades do litoral paulista. Cinquenta e duas pessoas foram intoxicadas – para além, claro, da contaminação do meio ambiente. Para evitar que a tragédia se repita, o deputado federal Nilton Tatto (PT-SP) propôs um projeto de lei que obriga empreendimentos industriais que emitem gases tóxicos como o Óxido de Nitrogênio (NOx) e o Óxido de Enxofre (SO2 e SO3) a ficar a uma distância mínima de 150 quilômetros de Unidades de Conservação e de terras indígenas e quilombolas. O texto aguarda parecer do relator Leonardo Monteiro (PT-MG) na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.

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Entenda os impactos destes tóxicos no meio ambiente

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Vote no site da Câmara

Quer falar com o relator?
Escreva para o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG)

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Funcionou entre março e agosto de 2018. Voltará em novembro.