18/12/2018

Auxílio-Frankenstein

It’s alive!!!

O acordo era claro: Temer sancionava o aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (um aumento camarada, que turbinava o contracheque para R$ 39,3 mil), e o STF acabava com o auxílio-moradia de todo o Judiciário. O acordo foi cumprido – por míseras três semanas. Hoje os integrantes do Conselho Nacional de Justiça se reúnem, às 14h, para exumar o cadáver ainda fresco, e reanimá-lo, à Frankestein, de forma aresgatar a dignidade da classe. Para maquiar o inominável, Toffoli e cia. prometem mudar uma regrinha aqui e outra acolá – por exemplo, agora só ganha a caixinha de R$ 4,3 mil quem não tiver imóvel na mesma cidade onde trabalha (Iti, malia, jula??). E o que a gente pode fazer? Protestar.

Vamos pressionar?
Escreva para o site do CNJ 
Ou para o seu presidente, o ministro Dias Toffoli:
gabmtoffoli@stf.jus.br

Estamos de olho

Tramita na Câmara um projeto de lei para fazer com que certos projetos sejam erguidos sem a necessidade de haver estudos de impacto ambiental (ou seja, a velha guerra entre o meio ambiente e o capital). Hoje, empreendimentos nas áreas de energia, mineração, petróleo e transportes – para citar algumas – precisam de licença ambiental para operar. A nova lei propõe que órgãos responsáveis dispensem estudos de impacto caso um empreendimento apresente condições similares a outros já aprovados. A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), já avisou que a aprovação do PL seria bom para a agropecuária e “para outros segmentos da sociedade”. O relator é o deputado Leonardo Quintão (MDB-MG), que em 2014 recebeu R$ 930 mil em doações de mineradoras.

Quer saber mais?
Um estudo mapeou 453 áreas de garimpo ilegal na Amazônia brasileira
Quer se manifestar?
Escreva para o relator do projeto
dep.leonardoquintao@camara.leg.br

Números da violência LGBT

Em 2017, o estado do Rio de Janeiro registrou ao menos 431 casos de violência motivada por fobia contra a população LGBT (o número real deve ser mais alto, dada a subnotificação). Os dados são do Dossiê LGBT+ 2018, uma pesquisa feita em parceria entre o estado e a prefeitura. Em 55% dos casos, as vítimas conheciam os autores das agressões – dado similar ao percebido em outro dossiê, sobre a população feminina. “Grupos vulneráveis, em geral, têm dinâmicas parecidas”, explicou o analista Victor Chagas, que organizou o estudo atual.

Quer saber mais?
Leia o Dossiê LGBT+ 2018 completo
Quer se manifestar?
O Disque 100 é um canal público e gratuito

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