15/08/2018

Siga aquele avião!

Caso aéreo

O caso: o juiz Marcelo Testa Baldochi não conseguiu embarcar num avião, no aeroporto de Imperatriz – cidade do interior do Maranhão -, por uma falha na leitura eletrônica de sua passagem. Quem nunca? Dirigiu-se ao balcão para reimprimir o cartão de embarque, onde acabou sendo informado de que o vôo acabara de ser encerrado. Quem nunca? Ato contínuo, o juiz deu voz de prisão aos funcionários do balcão – que foram levados ao distrito policial do aeroporto. Ontem o Conselho Nacional de Justiça penalizou o magistrado com censura por abuso de poder. Na prática Baldochi não poderá ser promovido por merecimento durante um ano.

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Lembre o caso do magistrado que processou (com sucesso) uma agente de trânsito que contestou sua divindade

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Dormindo com o inimigo

Tatiane Spitzner, 29 anos. Marília Camargo de Carvalho, 25 anos. Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37 anos. Whailly Michele Mendes da Silva, 24 anos. Estas são algumas das mulheres assassinadas por seus companheiros nos últimos dias no Brasil. Segundo dados recém divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos, o Ligue 180 registrou 78 casos de feminicídio e 665 tentativas de assassinato de mulheres de janeiro a julho deste ano. A OMS diz que em 80% dos casos o agressor está dentro de casa.

Quer saber mais?
Entenda o que é feminicídio segundo o Código Penal

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Investigação pode passar para Polícia Federal

Ontem completou-se cinco meses da execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. No Rio, a data foi lembrada com a aprovação, na Câmara dos Vereadores, de mais cinco projetos apresentados por Marielle. Já em Brasília, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, declarou que a investigação do assassinato poderá ser transferida para a Polícia Federal (para que isso ocorra é necessário um pedido formal do Ministério Público ou da Secretaria de Segurança do Rio). Desde o início das investigações, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tem defendido que a PF assuma o caso. Talvez seja prudente. Na semana passada, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ) revelou que além dos milicianos, três deputados do MDB-RJ estão sendo investigados – entre eles o ex-presidente da Assembleia Legislativa e atual presidiário Jorge Picciani.

 

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