16/05/2018

#chatiado

MBL #chatiado

O Facebook Brasil fechou parceria com duas agências de verificação para combater a disseminação de notícias falsas. A partir de agora, quem suspeitar de uma fake news poderá reportar o conteúdo suspeito, que será checado pela Agência Lupa e pelo Aos Fatos. Se comprovada como falsa, a postagem não será retirada do ar, mas perderá o poder de alcance. O Facebook diz que este mecanismo diminuiu em até 80% a disseminação de fake news nos Estados Unidos. Bom para a democracia? Não é o que acha o MBL, que publicou um post acusando o Facebook de se juntar a “agências esquerdistas”, gerando uma enxurrada de comentários estapafúrdios nas páginas da Lupa e do Aos Fatos (“censura”, “patrulha ideológica”, “babá de internauta”, “comunistas”, etc). A razão? O MBL tem relação muito próxima com sites de notícias falsas, como o Jornalivre e o Ceticismo Político.

Quer denunciar uma notícia falsa?
Saiba como no site da Agência Lupa

As gay, as bi, as trans e as sapatão!

No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde retirou o homossexualismo de sua lista de distúrbios mentais e condenou o uso do sufixo “ismo”, que na área da saúde refere-se a doenças. A data acabou virando um dia internacional de combate ao preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros – razão pela qual ocorre um debate hoje, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, para discutir projetos de lei que promovam a igualdade e a proteção à população LGBT. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que os cartórios registraram 19,5 mil casamentos homoafetivos nos últimos cinco anos. É pouco: isso representa 0,5% do total de matrimônios registrados.

Quer saber mais?
Leia a notícia no site do Ministério dos Direitos Humanos

Quer denunciar LGBTfobia?
Saiba como aqui

Defensoria contra os militares

No mês passado, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro protocolou uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Estado brasileiro. Pedia que fosse revogada uma lei, sancionada por Michel Temer, que tira da Justiça Comum os casos envolvendo militares. A ação tem como base a Chacina do Salgueiro, ocorrida ano passado, em que sete pessoas morreram após operação conjunta da Polícia Civil do Rio com o Exército. Os crimes – ainda sem solução – foram transferidos para a Justiça Militar. Desde que a lei entrou em vigor, seis meses atrás, mais de mil casos envolvendo oficiais das forças armadas ou da Polícia Militar também foram transferidos. O Estado ainda não foi notificado pela Comissão Interamericana, que tem o poder de criar constrangimentos, mas não o de impor sanções.

Quer saber mais?
Leia a notícia na Agência Brasil

Quer participar?
Acesse a campanha do Meu Rio

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, através de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Será publicada entre março e agosto de 2018.