03/07/2018

Escolinha do Professor Frota

O Brasil voltou 200 anos em 2

Lembra do Escola sem Partido? Aquele projeto de lei, menina dos olhos do MBL e do Alexandre Frota, que diz que professor não pode ter opinião política em sala de aula? Pois bem. A comissão especial que analisa o PL se reúne amanhã para votar o parecer do relator, o deputado Flavinho (PSC-SP), que diz que o projeto é necessário para frear a influência “dos doutrinadores travestidos de docentes”. O PL propõe alterar a Lei de Diretrizes da Educação, impedindo também que professores opinem sobre questões de gênero e orientação sexual. Se aprovado, pode seguir diretamente para o Senado.

Quer saber mais?
O Infoescola faz um pequeno resumo do projeto

Quer falar com o relator?
Escreva para o deputado Flavinho no Facebook

Quer opinar?
Você pode assinar uma petição da Avaaz

Corpo delas, regras deles

Está aberta no Senado uma consulta pública sobre um projeto de lei que o propõe que o aborto seja feito de maneira legal, pelo SUS, quando a gravidez é interrompida em até 12 semanas. O texto teve origem em uma Sugestão Legislativa apresentada pela sociedade civil quatro anos atrás; está pronto para votação na Comissão de Direitos Humanos. O problema? A relatoria ficou a cargo do senador Magno Malta (PR-ES) – aquele que esbravejou quando uma criança trans ganhou o direito de mudar de nome, que é a favor do porte de armas em áreas rurais, e que periga se tornar vice de Bolsonaro. Como era de se esperar, Malta já pediu o arquivamento.

Quer dar sua opinião?
Você pode (e deve) votar no projeto por meio do portal e-cidadania

Quer falar com o relator?
Dê uma palavra de carinho ao senador Magno Malta

Bem cotado

Ao menos uma notícia boa. Na semana passada, o presidente Michel Temer assinou um decreto que reserva 30% das vagas de estágio no governo federal para negros e pardos. A publicação segue a tendência da Lei de Cotas, que destina, também a negros e pardos, 20% das vagas em concursos federais (assinada por Dilma Rousseff, a lei chegou a ser contestada; precisou ser votada no Supremo, que a considerou constitucional, representando um pequeno passo na reparação aos séculos de escravidão).

Quer saber mais?
Leia artigo da Geledes sobre o tema

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Funcionou entre março e agosto de 2018. Voltará em novembro.