04/07/2018

Pajelança federal

Os verdadeiros donos de Brasília

Foi em 2008 que o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR-DF), lançou uma empreitada para habitar o setor noroeste de Brasília – hoje o metro quadrado mais caro da região. O projeto tinha forte influência do seu vice, o empresário da construção civil Paulo Octávio, figura central da expansão imobiliária na capital federal. Arruda e Octávio tentaram ignorar que uma parte da região, conhecida como Santuário dos Pajés, era habitada por indígenas desde 1971. Após dez anos de impasse e resistência, foi assinado um acordo, na semana passada, que reserva 32 hectares de terra à comunidade.

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Assista o depoimento de Santxé Tapuya Fulni-ô

Homicídio ou auto de resistência?

Marielle Franco era contra a intervenção militar no Rio de Janeiro. Tinha suas razões. Desde o início da intervenção, 444 civis foram mortos pela polícia – um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Grande parte das mortes foi classificada como “auto de resistência” – instrumento jurídico criado na Ditadura Militar, que serve para maquiar homicídios cometidos pelo Estado. No Congresso está pronto para ser votado um projeto de lei que acaba com os autos de resistência. Na semana passada, entrou em cartaz, em nove capitais, um documentário, vencedor do Festival do Rio, que retrata o drama das mães que tiveram os filhos assassinados pela Polícia Militar fluminense.

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O Nexo explica o PL que acaba com o auto de resistência

Diga 30%

A Folha realizou um levantamento, no mês passado, nas bases de dados do TSE. Descobriu que os partidos só gastaram 3,5% do fundo público com ações voltadas para mulheres. Atualmente, 90% do Congresso é masculino. Para tentar equilibrar um pouco mais esse quadro, o TSE determinou, em maio, que os partidos serão obrigados a utilizar 30% da verba de R$ 1,7 bilhão distribuída pelo fundo público de financiamento às campanhas em candidaturas femininas.

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Conheça a campanha Mulheres na Política

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, através de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Será publicada entre março e agosto de 2018.