05/12/2018

PNaRA, PNaRA, PNAaRA, PNaRAí

Vitória orgânica

O Plano Nacional de Redução dos Agrotóxicos foi aprovado ontem em comissão especial da Câmara dos Deputados. É notícia boa, já que o PNaRA propõe incentivar modelos de produção agrícola mais ecológicos. Duas de suas propostas: a criação de zonas livres de agrotóxicos próximas de moradias, escolas, recursos hídricos e áreas de proteção ambiental, e a proibição ao uso de produtos classificados como “extremamente tóxicos” pelo Ibama. O uso excessivo de agrotóxicos pode causar doenças como câncer ou disfunções genéticas. Agora o projeto de lei está à disposição para ser votado no plenário, assim como seu antagonista, o  Projeto de Lei 6299/02, conhecido como PL do Veneno. E quem pode decidir qual dos dois projetos vai ser votado primeiro pelos deputados? O botafoguense mais famoso do Congresso, o presidente da Câmara Rodrigo Maia.

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Surrealidade virtual

Na semana passada, o presidente do STF, Dias Toffoli, passou alguns minutos numa cela de 9 metros quadrados, onde ouviu as demandas de 25 detentos (spoiler: nenhum deles era governador ou ex-governador do Rio de Janeiro). Tratou-se, na verdade, de uma experiência em realidade virtual criada pela Rede de Justiça Criminal, um grupo composto por oito organizações não governamentais que trabalham com direitos humanos e segurança pública. A ideia  é tornar mais “palpável” o quadro de superpopulação carcerária no Brasil (hoje, as 371 mil vagas nas prisões estão ocupadas por 600 mil detentos). Apesar de fictícia, a cela tinha personagens reais, como Emerson Martins Ferreira, que passou quatro anos preso antes de virar psicólogo.

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O CNJ tem um plano para diminuir a população carcerária em até 40%

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Placa definitiva

Poucos dias depois do assassinato de Marielle Franco, militantes fizeram uma placa de rua, com o nome da vereadora, que foi colocada em frente à Câmara dos Vereadores do Rio. O resto da história, infelizmente, é conhecida: Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, eleitos deputados pelo PSL, subiram num palanque, durante as eleições, para mostrar, com orgulho, que haviam quebrado a placa. Pois na semana passada, deu-se o terceiro e último ato dessa história: a Câmara dos vereadores recebeu uma nova placa, em homenagem a Marielle, que será afixada na tribuna da casa, que passou a ter o seu nome. Passados nove meses, a execução de Marielle e Anderson continua sem resposta.

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A Polícia Federal começou a investigar o caso há um mês

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MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Funcionou entre março e agosto de 2018. Voltará em novembro.