04/12/2018

Procura-se auxílio (moradia)

Dodge Dart

Vale recapitular. Na semana passada, o nosso ex-amor Michel Temer sancionou um aumento de quase R$ 6 mil no salário dos ministros do STF. A contrapartida proposta pela nobre corte foi a de que o ministro Luiz Fux derrubasse uma liminar, de sua lavra, que garantia R$ 4.377 por mês de auxílio-moradia a juízes, desembargadores e integrantes do do Ministério Público. Na ocasião, MemeNews perguntou: “Quanto tempo para a expedição de nova liminar voltando a autorizar o mimo?” A resposta veio em menos de uma semana. Na sexta-feira passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu ao Supremo para tentar impedir que a decisão de Fux afete a alta casta do MP, da qual ela faz parte. Hoje, um procurador da República ganha entre R$ 28 mil e R$ 33 mil.

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O salário de um procurador do MPF pode chegar a R$ 120 mil com benefícios

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Escreva para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge

presidencia@cnmp.mp.br

Alerta sanitário

Neste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu mudar as informações obrigatórias contidas nos rótulos dos alimentos. Abriu uma discussão pública, sugerindo, entre outras coisas, que os produtos passem a alertar para o alto teor de açúcar e sódio. Para a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável – um grupo da sociedade civil de nome autoexplicativo -, as propostas foram discretas. O grupo quer que sejam adotados selos triangulares – aos moldes dos que aletarm para o perigo de radiação – indicando o tipo e a concentração dos elementos nutricionais. Apesar de seguir o padrão da Organização Mundial de Saúde, o modelo não agradou a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, que defende um alerta mais brando, com cores verde, amarelo e vermelho. A Anvisa pretende chegar a uma conclusão ainda em 2018.

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Assine a petição pela rotulagem adequada de alimentos

Café amargo

No último sábado, o desembargador plantonista Marcos Henrique Caldeira Brant, do TJ-MG, publicou uma decisão, em caráter liminar, suspendendo a reintegração de um terreno, no Sul de Minas, onde 450 famílias produzem oito toneladas de mel e 510 de café orgânicos por ano. Apesar de ocuparem as terras há mais de 20 anos, as famílias haviam perdido a posse recentemente, em função de outra liminar, publicada por um juiz de primeira instância, que beneficiava indiretamente o empresário João Faria da Silva, maior produtor de café do Brasil, que tem interesse declarado de arrendá-las. Em apoio às famílias assentadas surgiu o movimento No Meu Bule Não, que tem um objetivo simples: boicotar todas as marcas de café que compram do empresário por trás da ação de despejo.

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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara escreveu um relatório sobre o que é produzido nessas terras

MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Funcionou entre março e agosto de 2018. Voltará em novembro.