28/11/2018

STF no SPC

Pires na mão

Michel Temer fez espionagem industrial, pegou um projeto by Ciro Gomes, adaptou-o ao gosto do freguês e, de forma dadivosa, ajudou onze ministros do Supremo a tirar o nome do SPC (além dos milhares de juízes, desembargadores e membros do MP que, segundo o egrégio Dias Toffoli, eram obrigados “a viver com o pires na mão de um auxílio-moradia”). Tudo isso na segunda-feira, quando sancionou um aumento camarada no salário da juizada, sob a condição de que o ministro Luiz Fux derrubasse uma liminar, de sua lavra, que garantia-lhes um auxílio-moradia de R$ 4.377,73. E qual foi o pulo do gato? Fux proibiu o pagamento do penduricalho, alegando falta recursos públicos [Iti malia, pq selá?], mas não o declarou inconstitucional. Agora, cabe ao Conselho Nacional de Justiça regulamentar o mimo – que já está sendo defendido pela Associação dos Magistrados Brasileiros.

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Entenda como o aumento do STF pode aumentar a despesa pública em mais de R$ 4 bilhões

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É remédio

Foi aprovado hoje na Comissão de Assuntos sociais do Senado um projeto de lei para liberar o uso medicinal da maconha. O PLS 514/2017 é de autoria da senadora Marta Suplicy (MDB-SP), e agora já pode ser votado pelo plenário da casa. Ele libera a importação de plantas e sementes para fins científicos, e o plantio, cultivo e colheita para uso terapêutico pelos próprios pacientes. O Canabidiol, um dos 113 componentes químicos da maconha, teve sua eficácia comprovada no combate a doenças como epilepsia, alzheimer, parkinson, glaucoma e esclerose múltipla, além de ajudar a diminuir a dor de pacientes com câncer e aids. Hoje é possível importar o Canabdiol graças a uma decisão judicial de 2014, mas o custo ainda é alto.

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A BBC fez uma reportagem sobre o mercado da maconha medicinal no Brasil

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Conheça a Apepi – Associação de apoio à pesquisa e a pacientes de cannabis medicinal

Herdeiras de Marielle

Marielle Franco teve a vida interrompida por um assassinato brutal, mas deixou frutos na política. Três de suas ex-assessoras foram eleitas para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Uma delas, Renata Souza, foi sua contemporânea no pré-vestibular comunitário da Maré, na PUC-Rio e no gabinete do deputado Marcelo Freixo, onde se especializou em assuntos ligados à segurança pública. Outra ex-assessora, Mônica Francisco, é pastora, cientista social e milita há 30 anos por melhores condições de moradia nas favelas cariocas. A terceira, Dani Monteiro, é estudante e pretende representar na Alerj as pautas dos movimentos feminista, negro e LGBT. A onda também ajudou a eleger a professora de história Talíria Petrone para a Câmara dos Deputados. Talíria era vereadora por Niterói e amiga de Marielle.

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MemeNews é financiado pela Open Society Foundations, por meio de um projeto que pretende unir humor e mudanças sociais. Funcionou entre março e agosto de 2018. Voltará em novembro.